"Tu que já foste a rainha do Nilo, a imperatriz do nylon, a duquesa da beleza, a sufragista, luz acesa, na caverna iluminista. Tu que já posaste para capa de revista e guerreaste ativista, líder sindicalista, que já te provaste ensaista, contista, romancista, roqueira, feiticeira, tu que já foste a primeira, a síntese de uma espécie inteira, que fazes agora nessa banheira?" – Natália Mallo.
"Eu sei viver sem você. Sei andar, comer, falar, ver um filme. Sei sorrir e nem é de mentira. Solto gargalhadas e conto piadas e sou rodeado pelos meus amigos o tempo todo. Leio livro, malho, faço amizades. Sou por inteiro sem você. Não existe nenhuma parte faltando, mas eu faço ela faltar. É que eu não preciso de você pra nada, mas quero você pra tudo. Eis o grande problema."
"Tudo que demora mais de quinze minutos me enche o saco. Por isso eu nunca termino nada. Por isso eu não tenho coisa alguma. Por isso eu não fiz nada. Nunca me dei o trabalho de me tornar alguém interessante e nem incrível."